terça-feira, 3 de abril de 2012
"The Wall" - Roger Waters in Sampa
Estádio do Morumbi lotado. Como num Musical - tamanho família -, as fotos eram controladas. Nada de flashes. Cada um no seu lugar. "Por favor, todos sentados" - diziam os folhetos. "O show irá começar sem atrasos" - anunciavam os alto-falantes. Um jeito bem britânico de contestação política. Tudo com regras. Obediência. Todos certinhos. No palco, por trás de um muro gigante em ruínas - às 21 horas, pontualmente - surgiu Roger Waters, trajando capa preta e fardas, alusão aos regimes extremistas do século XX. Na platéia, sem perceber, a atenção dos espectadores assemelhava-se à obediência dos seguidores fanáticos de Hitler e Stalin. O show era um todo. Uma apresentação performática fenomenal envolvendo público e artistas em um espetáculo único. Visto de um satélite no espaço, seria a certeza de se estar diante de um ato político de massa. Quem esteve presente sentiu o frio na espinha. A sensação de ser parte dessa massa. A vontade de lutar por um ideal: a queda dos muros do preconceito. "The Wall". O muro construído pelo homem, para separá-lo do próprio homem.
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