sexta-feira, 6 de abril de 2012

"Priscilla, a Rainha do Deserto". Fenomenal!!

Para quem é homofóbico, cuidado. Esta peça pode causar uma estranha sensação de liberdade. Vontade de sair dançando. De achar o preconceito coisa do passado. Afinal, a alegria é o tema, do início ao fim. No repertório, algumas das melhores músicas dançantes de todos os tempos. Logo no começo, "It's Raining Men", passando por Village People e Madonna - a maioria delas, em inglês, sem que se perca a compreensão do enredo. Em vários momentos da peça, três divas - dentre elas a pequena Simone Gutierrez - dão um show vocal, cantando suspensas, a 14 metros do chão. Belo pano de fundo para a aventura de três drag queens, vividas por Luciano Andrey, Ruben Gabira e o jovem André Torquato - que, de apenas 19 anos, brilha novamente em um Musical, como se fosse um veterano. A magnitude do cenário ergue-se além dos limites do palco. Espetáculo que enche os olhos e o peito. Vontade de gritar "bravo". Vontade de não acabar. Até mesmo quando se desvia o olhar, os coadjuvantes são puro luxo. Como Andrezza Massei e Lissah Martins - ambas em papéis hilários -, e Saulo Vasconcelos, que vive o gentil mecânico Bob, par romântico inusitado de uma das drags. O espetáculo vale a pena, do início fim. É rir e cantar - pena que não se pode dançar. Mas se alguém sair rebolando à saída do teatro, não estranhe. "Priscilla" é isso mesmo. Trata-se de uma legítima "Comédie Musicale."

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